quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TEDxyouthBraga

Sabem aqueles dias muito chatos em que temos TANTA coisa para fazer, mas não nos apetece fazer MESMO nada? Bem, este não é um desses dias (graças a Deus!), primeiro porque não tenho lá grande coisa para fazer, segundo porque até está um daqueles dias bonitos que nos eleva a autoestima e terceiro porque ontem, no youtube, vi uma palestra do Miguel Gonçalves que (essa sim) eleva muito (mas mesmo muito) a autoestima e o orgulho de quem é português. Se pensarmos bem, apesar de isto estar tudo muito mal, Portugal ainda é um daqueles países onde a vida humana é muito valorizada e um assalto a um supermercado ainda é notícia.
Esta (mini) palestra faz parte de um projecto feito em Braga (TEDxyouthBraga) cujo tema principal é INSPIRA-TE e tem como objetivo motivar e desafiar os jovens bracarenses a seguirem os seus sonhos. São então convidados, para este projecto, várias pessoas com sucesso na vida, como o Miguel Gonçalves, que falam com os vários jovens sobre temas diversos e atuais. 
O Miguel Gonçalves tem vindo (apesar de ser licenciado em psicologia), ao longo dos últimos dez anos, a desenvolver vários projetos em colaboração com várias empresas. Lançou há pouco tempo uma agência de criatividade, a Spark. Em 2009 fez uma viagem, durante um ano, por Cabo Verde, China, Malásia, Tailândia e Inglaterra e em 2010, em parceria com a Capital Europeia da Juventude 2012, fez uma Volta Europa em três meses a mais de 30 cidades europeias. 
Em Janeiro de 2011 a Spark lançou, em parceria com a Factory Business Center, o SoPitch, que pretende redesenhar o interface entre empresas e candidatos a integrar o mercado de trabalho.
Para além desta palestra aconselho-vos a ver também a de Carlos Coelho.
VIVA PORTUGAL!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Situações sem piada que nos fazem rir mais tarde ou mais cedo I

"Va lá, senhor diretor! Despache lá essa reunião que o meu filho tem concerto hoje!" pensava Maria, depois de quatro de horas de regras e artigos e discursos infindáveis. "Sim, sim, já percebemos que devemos honrar o nosso trabalho, ter respeito pelos nossos colegas, etc., etc. É o mesmo discurso todos os anos, por amor de Deus! Deixe-me lá sair, senhor diretor!" Maria gostava de poder pensar em voz alta, sair dali sem razões "suficientemente importantes" ou, melhor ainda, mandar o senhor diretor à fava sem ter nenhumas consequências. Mas os seus pais tinham-na ensinado desde pequena que não se falta ao respeito a ninguém, por mais infindáveis e repetitivos que sejam os seus discursos, e Maria já era crescidinha, sabia comportar-se e ter paciência. E por isso, durante mais quinze minutos, ficou sentada na sua cadeira, ouvindo o senhor diretor falar de civismo, responsabilidade e outros valores importantes que fazem de alguém um bom profissional.
- E assim acaba esta reunião... - disse o diretor.
Maria não esperou. Descolou-se à pressa da cadeira, agarrou na mala e no casaco e, balbuciando um pedido de desculpas rápido, desatou a correr até ao parque de estacionamento, pronta para entrar no carro e zarpar o mais depressa possível para o concerto de piano do filho, que certamente já tinha começado.
Maria nunca se sentira tão mal educada na sua vida. Gritou (mas não de forma muito espalhafatosa) com todos os carros que vinham à sua frente, acusou os camionistas de fumarem charutos e falarem ao telemóvel dentro da camioneta e insultou raivosamente os pobres semáforos vermelhos e sinais de STOP.
Mas lá chegou, depois de longos minutos, ao concerto do seu filho, ofegante mas sorridente, quando percebeu que ainda não tinha acabado. Deixou-se cair numa cadeira do auditório. Acenou ao rapaz.
Este levantou-se da cadeira, com um meio sorriso e fez uma vénia. Saiu. As pessoas bateram palmas, comentaram: "Maravilhoso, maravilhoso!", levantaram-se das cadeiras e foram-se embora. Dentro do auditório ficou só Maria, pasmada.
Riu-se.